NOTÍCIAS
Indústria do mobiliário continua a ver crescer as exportações
Data: 04/06/2008
JN

A indústria portuguesa de mobiliário tem sido alvo de profundas alterações ao longo dos tempos. Durante a década de 90, face ao significativo crescimento industrial e tecnológico, o mercado nacional absorvia 80% da produção e eram poucas as empresas que pensavam exportar. Desde então, tudo mudou.

Actualmente, assiste-se a um forte abrandamento da economia nacional e a situação reflecte-se negativamente no consumo interno do país. A exportação tem sido a solução para muitas empresas e, nesta área, a Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA) tem desempenhado um importante papel. Como representante da indústria de mobiliário portuguesa, a APIMA tem vindo a desenvolver esforços no sentido de promover o crescimento e o desenvolvimento deste sector de actividade, de forma a fortalecer a competitividade das empresas que o representam e que são o pilar desta associação.

Ainda que a economia portuguesa esteja a atravessar um momento menos positivo, os números oficiais do sector demonstram que continua a ser um dos seus principais motores. De todos os sectores, este é aquele onde se verificou um maior crescimento nas exportações, aquel que conseguiu duplicá-las nos últimos seis anos, representando 3% do total das exportações nacionais, e o que continua a ter uma balança comercial positiva e em crescimento.

Rui Ramos, director-executivo da APIMA, é da opinião de que "é necessário continuar o bom trabalho que tem vindo a ser feito até ao momento. PAra que tal aconteça é fundamental  que os empresários do sector unam esforços pela promoção e reconhecimento do mobiliário português. Promover o associativismo e a cooperação entre as empresas e continuar a apostar na qualidade, no design e na inovação são alguns dos factores fundamentais para o sucesso das empresas. Existe uma tendência clara para dois pólos de especializaçãono sector: o primeiro refere-se ao mobiliário de elvado valor acrescentado, dirigido às camadas de maior poder aquisitivo, com as empresas a apostar em linhas de qualidade, com design e serviço para o cliente. Outro pólo refere-se à produção em maior quantidade, onde as economias de escala ganham importância, e se traduzem num produto mais acessível, que incorpora design, mas cuja componente serviço não se faz sentir".

As dificuldades que as empresas actualmente enfrentam, derivadas de fenómenos como a globalização dos mercados e da informação, o avanço tecnológico e o aumento da concorrência obrigam os empresários do sector a estar muito bem preparados para responder às expectativas e aspirações dos consumidores nacionais e internacionais.


« Anterior  Seguinte »
« Voltar