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Porto e Lisboa lideram compras de mobiliário
Data: 21/05/2008
JN

A pesar do mercado da habitação ter diminuído, de acordo com um estudo realizado pelo "Observador 2008" da Cetelem, o consumo de mobiliário pelas famílias portuguesas cresceu ligeiramente no ano passado, precisamente mais 1% em relação ao ano anterior. Com base neste estudo, verifica-se que não só os preços médios de quase todos os artigos de mobiliário diminuíram, como as famílias portuguesas compraram mais e mais barato. Se Lisboa continua a ser o distrito que apresenta o maior volume de compras, o maior crescimento mantem-se no Porto. resta saber se o mobiliário adquirido teve origem nacional.

Albino Rodrigues, director da associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA), é da opinião de que "existe uma preocupante falta de conhecimentos, por parte dos consumidores portugueses, das marcas de mobiliário nacionais. O consumidor desconhece a força e as marcas do sector". As empresas portuguesas de mobiliário vêem os seus produtos reconhecidos além-fronteiras, sob a forma de prémios, nas principais feiras internacionais do sector. Prova disso são os três prémios ganhos este ano, em Paris e em Madrid.

A promoção internacional da indústria portuguesa de mobiliário tem constituído a estratégia prioritária da APIMA. Num contexto de mercado cada vez mais competitivo, quer pelo desenvolvimento recente da indústria em paíse emergentes, com a deslocalização produtiva para países com menores custos de produção quer pela "invasão" do nosso país por marcas mundiais dedicadas ao comércio de mobiliário e decoração, ao que juntamos uma crise ao nível do consumo de mobiliário nas principais economias, torna-se imprescindível ter uma indústria competitiva assente na qualidade, inovação e design dos seus produtos.

"O sector enfrenta desafios muito sérios no curto prazo. estamos a assistir a uma dura reorganização do mercado. É obrigatório que as empresas encontrem formas eficazes de fazer chegar a sua marca ao conhecimento dos coonsumidores. Um consumidor informado toma opções em função das suas limitações. Verificamos que as superfícies que escolhem Portugal para se instalar utilizam instrumentos de comunicação agressivos e com estratégias de marketing avançadas.Esta forma de se dar a conhecer e de informar os clientes sobre os seus produtos tem sido uma das vantagens que têm feito a diferença", afirma Albino Rodrigues.


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