Por internacionalização, no seu sentido lato, entendemos o acto de tornar algo internacional, ou seja, de o passar para além das fronteiras que delimitam o nosso espaço cultural, que fixam os limites da nossa realidade socioeconómica.
Em termos empresariais é fundamental pensar na actividade como um todo ou seja, em termos de produto/marca, legislação, clientes, fornecedores, concorrentes, etc, face a uma realidade sem fronteiras que caracteriza o mundo dos nossos dias.
O porquê da necessidade da internacionalização pode ter origens várias, consoante os objectivos das empresas, como, por exemplo, o propósito de aumentar as vendas, a tentativa de estar presente em mais mercados para melhor aproveitar a capacidade produtiva instalada (com vantagens ao nível de economias de escala), a consequente diversificação do risco do negócio por esse motivo, entre outros.
No entanto, atendendo a factores como a dimensão do nosso mercado e a actual conjuntura económica nacional, com a tendência verificada de quebra da procura interna, entendemos a necessidade de olhar para o exterior.
Para reforçar este ponto, saliente-se um estudo recentemente publicado pela Cetelem (Inquérito Observador Cetelem), onde, num conjunto de países europeus, incluindo Portugal, foi realizado um inquérito de intenção de compra de diversos produtos, bens e serviços em 2008. De uma forma geral, e incluindo aqui o mobiliário, os portugueses parecem confirmar as projecções e os dados já existentes: os portugueses estão mais comedidos na altura de consumir.
Já de si importante em termos de decisão, reforçamos aqui os desafios diversos que esta acção (a de internacionalizar) coloca aos empresários, salientando a importância da comunicação.
É através da comunicação que as empresas tentam atingir as suas diferentes audiências, com o objectivo claro e preciso de as informar e influenciar. Entre as diferentes formas de comunicar encontramos as feiras.
Neste capítulo, a Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA), tem desempenhado um papel fundamental nos últimos anos com a organização de participações colectivas nos principais certames internacionais do sector.
Esta ferramenta que é colocada ao dispor das empresas, permite não só a mera divulgação do seu produto em mercados atractivos, como, mais importante, estimula os contactos directos e pessoais com potenciais clientes, melhorando o conhecimento dos mercados em si e auxiliando no processo de aumento de eficácia de vendas futuras.
Em suma, com a intensificação da concorrência a nível global e a consequente diversificação da oferta, a questão da comunicação torna-se num elemento fulcral, com o propósito principal de nos diferenciarmos da concorrência.
Comunicar com eficiência aumenta as probabilidades de sucesso, pelo que se torna imprescindível transmitir mensagens adequadas aos diferentes públicos-alvo que se pretende atingir. |