O sector do móvel inicia o novo ano com uma forte presença em certames internacionais: em Espanha, a Intergift, de 17 a 21; em França, o destaque vai para a organização das importantes feiras Meuble Paris, de 24 a 28, e Maison & Objet, de 25 a 29 deste mês.
O número recorde de empresas a participar nos três certames - mais de 80 -, é prova do claro objectivo destas empresas: aumentar o volume de exportações, pelo aumento da sua fatia de mercado.Nos últimos anos as exportações cresceram mais de 100%. Espanha e França são os principais mercados de destino. "São a grande esponja do sector", indica Rui Ramos, director-executivo da Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins - APIMA. Os franceses consomem 37% e os espanhóis 34% do mobiliário produzido.
O mercado francês tem-se manifestado um dos principais clientes do nosso país ao longo dos últimos anos, detendo a primeira posição no ranking das nossas vendas em 2005, últimos dados conhecidos, com um valor de 57,1 milhões de euros, um aumento de 5,5% relativamete ao anterior. Este cerscimento gradual das exportações consolida e reafirma a qualidade e a imagem do produto português além-fronteiras.
Os valores conquistados permitem que a indústria do mobiliário contribua para uma balança comercial positiva em Portugal. Os números das exportações superam os das importações, apesar de a concorrência internacional, principalmente a que tem origem no mercado italiano e também a do mercado chinês, cujo acelerado ritmo de crescimento nos últimos anos tornou já o país asiático no terceiro fornecedor, com uma quota de mercado de 10% (em detrimento de Espanha, que passou para quarto fornecedor - quota de 7,7%).
Apesar dos resultados positivos, as empresas nacionais desejam que o sector seja mais competitivo e se afirme ainda mais, através de uma promoção do mobiliário português no exterior. |