Exportações caíram 4,55% em 2005 As exportações portuguesas de mobiliário e iluminação caíram 4,55% em 2005, face ao ano anterior, para 757,4 milhões de euros, revelou, ontem, no Porto, a Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA). Porém, a balança comercial do sector manteve-se positiva em 76,3 milhões de euros.
Na base do recuo das exportações, justificou a APIMA, esteve a quebra registada nas vendas do segmento de móveis estofados (assentos), que baixou 9,19%.
Os dados de 2005 apontam para um ligeiro aumento das vendas de mobiliário português para França (1,5%), atingindo os 280,7 milhões de euros. Já para Espanha, o segundo país que mais compra a Portugal, as vendas caíram 1,78%, para 262,9 milhões de euros. Angola foi, entre todos, o mercado que maior subida registou, aumentando, no período analisado, 6,84%, para 36,8 milhões de euros. Em oposição, o Reino Unido apresentou a maior quebra, de 49,9%.
Contrariamente às exportações, divulgou, ainda, a associação, as importações portuguesas de mobiliário registaram um acréscimo de 169,1 milhões de euros, para 681,1 milhões, protagonizando "uma das maiores subidas no volume de importações da União Europeia a 25", apenas superada pela Eslovénia. Dados, revelou, ao JN, Rui Ramos, secretário-geral da APIMA, que poderão ser explicados pelo facto de os portugueses estarem a optar por comprar produtos mais baratos. "Os portugueses não estão a adquirir os nossos móveis, que possuem qualidade e design, estando a optar por comprar mobiliário, e peças de decoração, mais barato e de menor qualidade, em grandes cadeias internacionais ou produzido na China".
Para fazer frente à quebra nas exportações, a APIMA pretende, em 2007, reforçar a estratégia de promoção nos dois principais destinos do mobiliário português e intensificar a presença em feiras internacionais do sector. |