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Mobiliário avalia empresas com potencial exportador
Data: 11/10/2006
Autor: Ílidia Pinto
Diário de Notícias
Mobiliário avalia empresas com potencial exportador
 Alargar a presença de empresas portuguesas a um maior número de certames internacionais de mobiliário, fazer uma promoção constante, ao longo do ano, dos fabricantes nacionais nos mercados francês e espanhol e aumentar o número de empresas exportadoras são as três principais linhas de acção da Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA) para 2007.

Estas estratégias serão desenvolvidas em parceria com o ICEP e o pontapé de partida passará - sublinhou ontem Rui Ramos, secretário-geral da APIMA - "pelo desenvolvimento de programas de avaliação e diagnóstico de empresas com potencial de exportação", para que sejam integradas no grupo das que apresentam regularmente os seus produtos em exposições nos mercados externos.

Quanto ao reforço do plano de internacionalização, a APIMA ajudará as empresas portuguesas a fazerem-se representar nos salões de mobiliário de Paris, Madrid, Milão, Valência, terminando o périplo em Novembro de 2007, com a presença na Rússia.

Rui Ramos, que falava aos jornalistas na conferência de imprensa, convocada para dar a conhecer os dados das exportações em 2005, adiantou, ainda, que a associação elegeu a França e a Espanha - os dois principais mercados de destino do mobiliário nacional e que, em conjunto, representam quase 72% das vendas externas - como os alvos prioritários da "acção mais intensiva" da indústria no próximo ano. O objectivo é continuar a fazer crescer as vendas externas das empresas e, para o conseguir, a APIMA irá fazer o acompanhamento promócional das mesmas nesses mercados "ao longo detodo o ano" e não apenas a preparação prévia e 4 participação nas feiras.

As exportações portuguesas de mobiliário e iluminação totalizaram, no ano passado, 757,4 milhões de euros, o que representou uma quebra de 4,55% face a 2004, o que se deveu à performance negativa dos componentes assentos (estofos), que registou uma quebra de 9,19%. A questão é que este componente assegura 62,6% da facturação da fileira, ou seja, 474,2 milhões de euros. Todos os restantes subsectores registaram crescimento nas exportações, sendo que o mobillário em geral registou um acréscimo de quase 3%, o mobiliário para medicina aumentou 6,4% e os suportes elásticos para camas, colchões, etc., aumentou quase 21%. A França foi o único mercado em crescimento na Europa (1,5%).

 
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