A primeira edição do salão de mobiliário – PLANETE MEUBLE PARIS – decorreu de 26 a 31 de Janeiro no Parc de Expositions de Bourget, organizado pela Safi, entidade responsável igualmente pelo grupo de salões “Maison & Objet”, “Now Design à Vivre” e “Scénes d’Interieurs”.
Portugal esteve representado neste novo salão através de stand informativo organizado pelo ICEP e Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA), bem como de quatro empresas nacionais dos sectores do mobiliário, iluminação e acessórios de decoração: MOCAPE, MOBIRAMOS, TRADINGPOST e IDEAIS.
O Planete Meuble acolheu 362 expositores, dos quais 49 por cento de estrangeiros, num espaço de 19.000 m2. De destacar que o certame conseguiu atrair uma forte presença de expositores italianos, bem como expositores franceses especialistas de mobiliário clássico de alta gama. No entanto, as principais grandes marcas líderes da indústria francesa de mobiliário, bem como as principais centrais de compra preferiram manter a presença no tradicional “Salon du Meuble de Paris”, realizado três semanas antes no parque de exposições da Porte de Versailles.
Apesar de ainda não ser conhecido o número de visitantes, julgamos que se trata de um certame com potencial de desenvolvimento a prazo muito interessante, devido à sinergia de datas com o conjunto de salões dedicados à casa e decoração que integram a M&O; bem como ao facto de dispor da importante base de clientes comum com M&O (feira que atrai cerca de 70 mil visitantes profissionais e 2.800 jornalistas).
A França posicionou-se como 1º mercado de destino das exportações de mobiliário português em 2004, tendo as importações francesas provenientes de Portugal registado um crescimento de 10 por cento .
Relativamente ao mercado francês estima-se que em 2005 o consumo de mobiliário tenha atingido 8,8 mil milhões de Euros, ou seja um crescimento de 2,5 por cento face a 2004. Esta evolução positiva que se verifica pelo segundo ano consecutivo, deve-se por um lado à evolução muito positiva do sector imobiliário, e por outro às condições de financiamento vantajosas, à redução da taxa de poupança das famílias, assim como às recentes medidas governamentais respeitantes a doações/herança que constituem medidas de incentivo ao consumo.
Para 2006 as previsões são optimistas, tendo em conta a boa performance do sector da construção, que deverá sustentar o consumo, em particular nos móveis de cozinha, permitindo atingir um crescimento da ordem dos 3,5 por cento.
A França posiciona-se como 3º produtor mundial de mobiliário, possuindo o 4º maior valor de consumo em termos dos mercados da UE, a seguir à Alemanha, RU e Itália. No entanto, o orçamento consagrado à compra de mobiliário em França é dos mais baixos da Europa ocidental, ou seja, um orçamento médio de 353 euros por família, abaixo da média europeia. |