Mais de três dezenas de empresas portuguesas fabricantes de mobiliário estarão em destaque por ocasião da Feira do Móvel de Madrid, que decorre entre os dias 24 e 29 de Abril próximo.
A participação portuguesa é a maior de sempre na capital espanhola e a Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA), que promove a participação colectiva, não conseguiu responder favoravelmente a todos os pedidos que lhe foram feitos por incapacidade da organização do certame em desbloquear mais espaço.
Espanha é um mercado tradicional para o mobiliário fabricado em Portugal. Destino privilegiado das nossas exportações, o país vizinho absorve mais de trinta por cento do mobiliário destinado ao mercado externo, sendo apenas ultrapassado pela França, nosso principal cliente. A proximidade geográfica explica em grande parte esta situação, que, ainda assim, pode melhorar.
O secretário-geral da APIMA, Rui Ramos, defende que "Portugal tem ainda que investir em Espanha porque nos últimos anos o nosso mobiliário ganhou competitividade através do design e ombreia com o melhor do mundo". A forte aposta da Associação na internacionalização das empresas portuguesas é responsável entretanto por uma maior notoriedade de Portugal como país produtor de mobiliário de qualidade e as marcas portuguesas são cada vez mais procuradas por potenciais clientes dos quatro cantos do Mundo.
Ainda segundo aquele responsável associativo, o certame de Madrid coincide com um conjunto de iniciativas destinadas a promover a qualidade e a excelência do mobiliário fabricado no nosso país. "As empresas portuguesas vão ter um espaço de exposição na ordem dos 3000 metros quadrados e a feira de Madrid começa a assumir-se como uma boa alternativa à de Valência, tradicionalmente mais internacional, mas com custos de participação muito mais elevados. É natural que queiramos aproveitar esta presença em peso em Madrid para chamar a atenção para aquilo que de bom se faz no nosso país".
Segundo diversos observadores, a maturidade desta a feira, que celebra este ano a sua 23.ª edição, está confirmada, consolidando-a como uma das mais sólidas no sector do mobiliário. O salão foi dividido em sete áreas diferenciadas, que acolherão as cerca de mil marcas esperadas para esta edição. A organização desenvolveu entretanto um amplo programa de captação de novos compradores, sobretudo oriundos da União Europeia, da Ásia e do Médio Oriente.
As empresas portuguesas pretenderão prosseguir a sua implantação naqueles mercados, mas também reforçar a sua posição em Espanha. Segundo dados recolhidos junto do ICEP, em 2004 Portugal exportou para Espanha 33% da sua produção total, ou seja, 252,45 mllhões de euros. No mesmo período, o nosso pais importou 219,2 milhões de euros (dados da ANIEME, associação espanhola congénere da APIMA), o que torna positiva a nossa balança comercial com o país vizinho. |