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Produtores nacionais apostam forte na Feira de Valência
Data: 21/09/2005
Fonte: Jornal de noticias
Com efeito, a indústria nacional está presente no certame com a sua maior delegação de sempre. Ao todo, são mais de seis dezenas as empresas portuguesas a marcar presença nesta feira que muitos observadores consideram como sendo a segunda maior da Europa e uma das maiores do Mundo.

Ao longo dos anos, o certame de Valência foi ganhando importância no plano internacional e constitui hoje uma verdadeira placa giratória dos profissionais dos sectores do mobiliário, decoração e iluminação que acorrem àquela cidade espanhola com o objectivo de tomar conhecimento das últimas tendências mundiais. Para Portugal, a escolha de Valência como palco para a maior participação colectiva de sempre impõe-se como natural. Para Jorge de Brito, presidente da Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA), "é necessário compreender que, para além das características próprias da feira, em termos internacionais, a sua proximidade geográfica com o nosso país faz com que a FIM seja a aposta primeira das empresas portuguesas nos seus esforços de internacionalização".

O líder associativo adianta que “a Espanha é um dos nossos mercados tradicionais, ocupando o segundo lugar, logo depois da França, como destino do mobiliário fabricado em Portugal", o que reforça a importância da presença de uma tão numerosa delegação.

Ainda segundo a APIMA, a delegação portuguesa só não é maior porque a organização do certame não desbloqueou mais área de exposição, "porque havia ainda outras empresas portuguesas interessadas em participar, mas que tiveram de desistir desse desejo por não poder dispor de espaço".

A APIMA e a AIPI, sua congénere do sector da iluminação, são responsáveis pelo programa de internacionalização das empresas portuguesas destes sectores de actividade, juntamente com o ICEP. Madrid, Paris, Milão, Colónia, Birmingham e Moscovo são outras cidades europeias onde decorrem participações colectivas regulares. Fora da Europa, o Dubai, nos Emirados Árabes Unidos foi também, no ano passado, palco de uma mostra que contou com empresas portuguesas.

O trabalho efectuado começa a dar frutos, porque em 2004 foi ultrapassada uma barreira psicológica importante: pela primeira vez, Portugal exportou mais de metade dos móveis que fabricou, motivo de orgulho para Jorge de Brito. "Não só temos vindo ultimamente a inverter uma tendência que se verificava no final dos anos noventa do século passado, quando importávamos mais mobiliário do que exportávamos, como fomos mesmo o sexto país da Europa a 25 a mostrar o maior crescimento positivo na balança comercial em 2004". O resultado é tanto mais de sublinhar quando se sabe que Portugal, tal como de resto a maioria dos outros países europeus, continua a aumentar as importações, uma vez que o consumidor português continua, também quanto ao mobiliário, a pensar, neste caso erradamente, que o que é estrangeiro é melhor. De qualquer forma, quando contabilizadas importações e exportações, o saldo é positivo, na ordem dos 320 milhões de euros.
 
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