O governante foi acompanhado por uma delegação de empresários portugueses que estão a tentar entrar no mercado asiático e revelou ao CM que “nesta altura são já mais as empresas portuguesas na China que o contrário”.
“O saldo comercial é ainda negativo, mas tem vindo a diminuir ano após ano e hoje, em termos de números de empresas, há já uma maior presença portuguesa na China do que chinesa em Portugal”, sublinhou o secretário de Estado, adiantando que o problema maior se reflecte nas importações e exportações, porque “o peso dos têxteis chineses é significativo” e, como tal, é difícil para Portugal fazer-lhe concorrência.
Os sectores mais representados no maior mercado asiático são o mobiliário, o calçado e os vinhos e isso reflectiu-se na delegação que acompanhou Fernando Serrasqueiro a Macau e Xiamen. O governante viajou acompanhado por representantes de seis empresas nacionais – que hoje se apresentam na Feira Internacional de Comércio e Investimento de Xiamen – e elementos do ICEP e da Direcção-Geral das Empresas.
Esta deslocação, enquandrada no Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa – à excepção de S. Tomé e Príncipe – está a servir para dar a conhecer aos empresários chineses aquilo que Portugal lhes pode proporcionar em termos de investimento.
“Apresentámos a uma plateia de empresários as razões e as condições para investirem em Portugal”, explicou Serrasqueiro ao CM, frisando que o nosso país “tem vindo a desenvolver uma acção bastante intensa na China, um mercado em franco crescimento”.
Entre as próximas acções de promoção do investimento bilateral encontram-se uma apresentação de vinhos portugueses na China, no próximo dia 12, e a participação “da maior delegação portuguesa de sempre” na próxima Feira Internacional de Macau, em Outubro, que coincidirá com a visita a Portugal do primeiro-ministro chinês acompanhado por uma imponente delegação de emprsários chineses.
Fernando Serrasqueiro, secretário de Estado do Comércio: 'Portugal é um país moderno'
Correio da Manhã – Quais as razões para se investir em Portugal?
Fernando Serrasqueiro – Portugal é hoje membro da UE, é um país moderno que reúne, em termos competitivos, bons custos salariais e boas oportunidades de investimento, quer ao nível da fiscalidade quer ao nível das reformas em curso. Além disso, nalguns sectores, temos já uma tecnologia bastante avançada.
– Como é que Portugal se está a promover na China?
– Estamos a dar uma atenção especial a este mercado. Recentemente deslocaram-se à China, para promoverem as suas actividades, delegações dos sectores mobiliário e do calçado e proximamente virá uma delegação do sector vinícola. Em termos institucionais, isto tem sido acompanhado por visitas de membros do Governo. |